Terça-feira, 17 de Agosto de 2004

MAIS POLÉMICA!

 Eu, acredito em Deus! Sou aquilo a que muitos intitulam "católico não praticante", e tenho uma maneira muito própria (que vai de encontro ao que muitos pensam) de ver a "Igreja". Já viram o filme "ESTIGMA", é um dos filmes da minha vida. A maneira como eu vejo e penso a fé em Deus, está nesse filme mas este será um tema a abordar noutra altura, porque é demasiado polémico, e teria muito que escrever. 

Mas vocês já pararam para pensar sobre as influências da religião na sexualidade? Não? Pois então eu os convido a me acompanharem no meu raciocinio. Pois a influência da religião em nossa vida sexual ainda é maior do que imaginamos. Começo com aquilo que todos já sabemos "a sexualidade não se restringe ao ato sexual e nem aos órgãos sexuais", mas é um conceito amplo que abarca desde a genitália e o ato sexual até, dentre outros, os papéis de gênero, o erotismo, a sensualidade e muitas outras funções do corpo humano, influenciando as relações entre as pessoas, o amor e a maneira como se constrói e se entende o mundo. Inevitavelmente somos seres sexualizados e nossa forma de estar no mundo é inevitavelmente sexualizada basta lerem o meu blog e outros milhares. Também a religião é presença marcante em nossas vidas, criticada por vezes (e com razão) e defendida por outras. Posso até dizer que não há sequer como imaginar uma sociedade humana que não traga em si uma religião. Muitas das vezes elevada à loucura e cegueira.


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Se olharmos historicamente, vamos ver que a religião tem principalmente duas funções sociais: explicar o mundo e dar sentido à vida. Imagine o ser humano bem primitivo, começando a ter consciência do mundo. Já pensou no pavor que essas pessoas deveriam sentir quando, por exemplo, ocorria uma tempestade e raios riscavam o céu?  Se não sabemos o que são ou o que causa os raios, criamos deuses e colocamos a responsabilidade neles, de maneira que podemos sossegar porque eliminamos o desconhecimento. Embora esse exemplo seja bem simples, é assim que a religião cumpre sua função de explicar o mundo, uma função para a qual, nos dias actuais, a ciência vem substituindo a religião, uma substituição que eu acredito esteja chegando perto de um limite, pois há mistérios na vida que nossa inteligência racional não tem como responder.


Provavelmente as duas primeiras questões que os seres humanos se fazem são as seguintes: ‘de onde eu vim?’ e ‘para onde eu vou?’.  As religiões têm o poder de determinar como devemos nos comportar. Trata-se aqui da moral, um conjunto de regras que determina como as pessoas devem conviver para que a vida em sociedade seja possível, por vezes até ao ponto da censura.


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 A sexualidade é um dos mistérios da vida. Por que alguns animais se reproduzem sem o sexo e outros através do sexo? Como explicar que da união de dois seres possa resultar um outro ser diferente de qualquer um dos dois primeiros?  Esses, entre outros, são mistérios da sexualidade que o ser humano desde sempre procurou entender. Esses mistérios acabaram por se tornar pontos por onde a sexualidade e a religião se encontraram. Deste encontro entre a sexualidade e a religião surgiram regras morais, códigos de conduta sobre a sexualidade. Hoje obedecemos a algumas dessas regras sem nem mesmo imaginar que elas têm uma origem religiosa. Só com o tempo essas regras serão quebradas e vencidas.


Só um exemplo para ilustrar o que digo: quem determinou historicamente se as pessoas devem ser monogâmicas ou poligâmicas é a religião. Para o cristianismo, vale a monogamia; para o islamismo, vale a poligamia. Para certas religiões na cama vale tudo para outras é tabu sexo anal, oral e tudo o que fôr para além da posição de missionário é ousadia. Não vou entrar em mais polémicas pelo menos neste artigo. Embora diminuída, é claramente visível a influência da religião na vivência da sexualidade nos dias de hoje. A igreja tem de evoluir, não pode, nem consegue atrair as novas gerações, porque continua amarrada ao peso da tradição. O pior, é quando nos tentam colocar a mão na boca.


 


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publicado por http://casadomasnaocapado2.blogs.sapo.pt/ às 16:52
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1 comentário:
De so12 a 18 de Agosto de 2004 às 01:13
Urso, grande tirada, grande fôlego! faltou dizer que a religião, além de ter as funções que descreve, tem mais uma bem lixada: iludir o nosso medo da morte! Promete-nos a vida eterna e todos os prazeres nela... por isso, o sexo talvez seja uma "coisa do outro mundo" (se fôr bom,diz o ateu!). Somos todos vítimas de um bando de gajos que se impuseram o celibato. repara que os maiores tabus em religião são esses mesmos, os da carne. E é na classe religiosa que estalam mais escândalos...relação causa/efeito?
Não sejamos felizes no outro mundo...nós só temos este...


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