Quarta-feira, 20 de Setembro de 2006

COM OU SEM?

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A conversa sobre gajas é sempre muito animada. Apesar de já ter tirado a prova dos nove que elas quando se juntam são muito, mas muito piores que nós.


Mas voltando à conversa. Numa esplanada da cidade, certo dia desta semana estava eu (este belo exemplar do sexo forte), o “Picachu”, o Rui, o Dário e o Nuno (maluco para os amigos). Começámos a falar (claro está) do sexo oposto porque entretanto tinham-se esgotado os assuntos do futebol e automóveis e nesse tema tão importante na vida de todos nós, (julgamos que) ninguém deixa de ter algo significativo para dizer. Claro que não contámos as mesmas histórias, já tantas vezes repetidas e que são verdadeiros épicos da sexologia, até ao momento em que o “Picachu” (carteiro de profissão e discípulo do Zézé Camarinha, esse ícone da nossa cidade) decidiu assumir algo. Os restantes, eu incluído, silenciaram em absoluto para ouvir o desabafo sincero de um macho que se preparava para explicar um fracasso na cama. Ainda por cima estava em causa uma daquelas mulheres que só visto, porque aqui escrito ninguém acreditaria, natural da Finlândia, a trabalhar desde algum tempo como guia turística no Algarve, boa comó milho, linda de morrer.


É que o “Picachu” esse “monstro” sagrado das noites quentes de verão não é… (como vou explicar ?) muito bonito? Mas para grande espanto de todos nós o nosso amigo tivera a sua oportunidade de ouro, daquelas que só acontecem uma vez na vida. Nascida do convívio fortuito num grupo de amigos comum.


Pedimos mais qualquer coisa para beber porque a história prometia, fizemos silêncio para nos concentrarmos nos detalhes de tamanha tragédia. Aquele cromo de banda desenhada lá começou, mas a narrativa tranformou-se rapidamente numa seca. Debitou ao longo de alguns 30 intermináveis minutos o seu irrepreensível trabalho de sedução. Um conquistador, um verdadeiro Zézé Camarinha.


Avancemos na conversa até à parte em que entraram no quarto os dois. Um arrepio percorreu toda a cidade, desde a casa inglesa até ao Bairro Pontal, estávamos a breves segundos do momento alto:


- Eu entro com a Bifa no meu chalé, - afirmou o “Picachu”, todo gingão – deitámo-nos em cima das almofadas que tenho espalhadas pelo chão da sala, coloquei um som altamente e conversámos um bocado, e não tardou nada estava a tirar-lhe o soutien.


Boquiabertos e de sobrolho franzido, inclinámo-nos sobre a mesa para o ouvir melhor.


- Começo na marmelada com a gaja, mexe aqui beija ali, umas cabalhotas e tal, e às tantas começámos a despir-nos, eu todo maluco e tal, a gaja tira as cuecas e eu topo lá um penso higiénico. - uma pausa estratégica para morder as nossas expressões – Então não é que a filha dum diebe, tava com o período e não me disse nada!


Ainda bem que eu estava sentado ou cairia de costas com toda a certeza. O meu amigo “Picachu”, esse garanhão, mandou a gaja embora? rejeitou uma rapariga sensacional como se ela tivesse revelado uma doença sexualmente transmissível? Por estar com o período? Todos os outros até o maluco, concordaram com ele. Eu não. Estragando de seguida o ambiente da mesa com a minha reacção e sinceridade:


- Ó meu cabrão, sua ave rara, essa merda não tem nada que saber, só exige um simples problema de logística e nada mais. Uma toalha de rosto para evitar as manchas nos lençóis, uns lenços de papel e um duche abundante no fim. E pronto. Tu estás a dar em paneleiro? A resposta não se fez esperar: - Ó pá e tu não sabes que eu não posso ver sangue que desmaio?


Eu sei que se trata de um assunto desconfortável para a maioria das pessoas (de ambos os sexos). A minha opinião é simples, a questão do período nas mulheres como um problema intransponivel para um acto sexual, é equivalente, àquela em que as mulheres que praticam sexo oral recusam que um homem se venha nas suas bocas. É essa sensação de nojo uns dos outros que me perturba.


No fim da conversa antes mesmo das despedidas (o tradicional beijo no meu anel e o imperioso até amanhã padrinho) ficou a promessa dessa ave rara, que a próxima que lhe aparecer à frente com o período marcha, depois se desmaiar, logo se vê.

publicado por http://casadomasnaocapado2.blogs.sapo.pt/ às 18:03
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2 comentários:
De xxx a 20 de Setembro de 2006 às 19:05
http://s6.bitefight.com.pt/c.php?uid=309


De vcio a 20 de Setembro de 2006 às 18:38
desde que não seja pra nadar em sangue... venham elas! até dá mais gozo ver que elas gozam mais por estarem com a sensibilidade a flor da pele! aconselha o picachu pra ter um pouco mais de espirito de equipa e quando nao conseguir, chamar os amigos...

Bjos... à prima


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