Quinta-feira, 4 de Maio de 2006

CINEMA PORTUGUÊS?

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Já passaram uns dias mas vou partilhar convosco um desgosto muito grande. Tentei ver até ao fim mas não consegui mais um filme português. Coisa rara em mim que gosto da sétima arte abandonar uma sala de cinema. Mas o filme “Coisa ruim” é ruim mesmo, e procurei o termo mais leve e simpático que me veio à cabeça. Pior que isto só aquelas inúmeras vezes em que a minha mulher diz que não quer fazer amor porque está cansada, ou padece da tal famosa dor de cabeça.


O cinema português é uma brincadeira. De vez em quando lá sai da cartola um ou outro filme interessante. Nós somos assim, gostamos daquilo que não conseguimos perceber. Agora que tenho visto mais filmes de países como Africa do Sul, Brasil, Colômbia, e outros até com menos capacidade financeira que Portugal. Não compreendo o porquê de não se fazer menos filmes no nosso pais mas com mais qualidade.


Por exemplo, já tentaram ver algum filme do Oliveira? E viram até ao final? Só me enganaram uma vez e jurei para nunca mais. Até tenho simpatia pelo senhor, faz anos no mesmo dia que eu, mas porra. Faço minhas as palavras de Miguel Carvalho que na VISÃO assina palavrasdeparede.pt todas as semanas


“Sei o que arrisco: casa assaltada, secretária vandalizada, mail entupido de insultos, despedimento com justa causa, proibição de frequentar salas de cinema onde oito portugueses, talvez nove, assistam, babados, a um filme do «maior cineasta português de todos os tempos». Sei que o perigo espreita a cada palavra que não tenha em conta o respeito pelo percurso e pela idade do «mestre»… “


“…Porém, para não sufocar um desabafo de anos, cai vai disto: na sua maioria, os filmes de Manoel de Oliveira têm em mim o efeito de uma tortura lenta e dolorosa a que, mesmo avisado, me submeto com a disponibilidade de um mártir. Com nuances. Considero Aniki-Bóbó, percursor do neo-realismo italiano, a sua única obra digna desse nome. Faina Fluvial provoca em mim terna melancolia. Vale Abraão é um regalo visual: fiquei tanto tempo boquiaberto que nem sei se os actores falam. Non ou Vã Glória de Mandar quase me tornava um serial-killer. O Porto da Minha Infância fez-me prometer que iria a pé a Fátima se o homem não repetisse a dose…”


Tenho os meus gostos, os meus realizadores, actores preferidos. Claro que aqueles que gostam deste tipo de filmes e realizadores raramente conseguem resumir a história ou falar do filme. Não adianto mais, sou um aprendiz. Os filmes são como as cidades, têm sempre territórios onde perdemos o pé.

publicado por http://casadomasnaocapado2.blogs.sapo.pt/ às 17:48
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